Depois de seis anos de música cheguei a uma conclusão importante: nós, músicos, somos verdadeiros MÁGICOS. E perguntas tu, Mundo, como é isso feito? Pois bem, eu respondo:
Haverá artista algum que, a partir de folhas salpicadas com borrões de tintas e umas linhas e socorrendo-se apenas de uns pedaços de madeira e/ou de metal, consiga criar sons capazes de levar multidões a aplaudir e a pedir mais? Haverá artista algum que consiga fazer refletir em coisas tão díspares como a Natureza e a nossa própria loucura? Haverá artista algum que consiga replicar os sons naturais ou os sons febris de uma fábrica, sem recorrer a instrumento informático algum?
Não.
Creio que apenas os músicos ascendem a esta categoria tão única, creio que apenas nós conseguimos criar todo um mundo inteiro de sons e de mundos, mesmo, com tão poucos como duas pessoas, até às grandes orquestras de cento e tal pessoas que nos fazem suster a respiração nos filmes dos grandes estúdios cinematográficos.
Apenas os músicos, como artistas, existem desde antes de o Homem ser considerado Homem.
Apenas a música proporciona prazer momentâneo: após o concerto, a música permanece somente na memória; os grandes livros sempre estão escritos, as grandes fotografias sempre estão impressas.
Apenas a música tem aquele toque sublime, tão sublime que aparenta ser dado pelos Deuses das Mitologias Antigas.
Apenas a música...
Por isso eu digo, os músicos são mágicos; conseguem dar a um filme/série todo o seu quê de magia e de encanto, o qual sem a música não existia. Conseguem com que crianças problemáticas, que andavam à deriva pelas ruas, consigam ficar dentro de uma sala todas juntas, a trabalhar em conjunto, e tenham um futuro para onde olhar, o que não existia.
Por isso eu digo e tenho orgulho em dizer que sou música, sou instrumentista e não me cansarei de o ser.
E no dia em que deixar de o ser, será o dia em que morri.