domingo, 2 de novembro de 2014

Está na hora

Está na hora. Na hora de fechar. Preciso de me concentrar em mim. Chega de andar perdida de um lado para o outro, chega de brincar, chega de distrações. Preciso de me concentrar, de trabalhar. Não consigo mais assim. O meu coração está farto de andar aos trambolhões, de ser enxovalhado para cá e para lá. As nódoas negras começam a ser permanentes e não pode ser. Assim não dá. Não tenho mais energia para continuar a sarar uma e outra vez. 

A partir de agora, fica fechado. Longe. Onde ninguém, nem mesmo eu, o pode magoar.


Sei que sou nova, que devia ter era precisamente a atitude contrária. Não dá, não consigo. 

Já me habituei à minha Torre solitária.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O amor tem destas coisas

«Sei de alguém
Por demais envergonhado
Que por ser tão desajeitado
Nunca foi capaz de falar

Só que hoje
Viu o tempo que perdeu
Sabes que esse alguém sou eu
E agora eu vou-te contar

Sabes lá
O que é que eu tenho passado
Estou sempre a fazer-te sinais
E tu não me tens ligado

E aqui estou eu
A ver o tempo a passar
A ver se chega o tempo
De haver tempo para te falar

Eu não sei
O que é que te hei-de dar
Nem te sei
Inventar frases bonitas

Mas aprendi uma ontem
Só que já me esqueci
Então olha, gosto muito de ti

Podes crer
Que à noite o sono é ligeiro
Fico à espera o dia inteiro
Para poder desabafar

Mas como sempre
Chega a hora da verdade
E falta-me o à vontade
Acabo por me calar

Falta-me o jeito
Ponho-me a escrever e rasgo
Cada vez a tremer mais
E às vezes até me engasgo

Nada a fazer
É por isso que eu te conto
Que é tarde para não dizer
Digo como sei e pronto

Eu não sei
O que é que te hei-de dar
Nem te sei
Inventar frases bonitas


Mas aprendi uma ontem
Só que já me esqueci
Então olha gosto muito de ti

Eu não sei
O que é que te hei-de dar
Nem te sei
Inventar frases bonitas


Mas aprendi uma ontem
Só que já me esqueci
Então olha gosto muito de ti»